Engate de reboque: o que pode e o que não pode?
Engate de reboque: o que pode e o que não pode?

O engate de reboque foi desenvolvido com a finalidade de acoplar ou tracionar um objeto, carreta ou até trailers. Ele é aquele equipamento que tem uma bolinha na parte de trás do veículo. Mas afinal, você sabe o que pode ou não no engate de reboque?

Tudo sobre o engate de reboque

A peça que pode ser um item de série, um opcional de fábrica ou instalada em um pós-venda, não é utilizada somente para o que foi projetada. Muitos donos de carros investem na peça para proteger o para-choque de pequenas colisões. Qual é a lógica? Em uma batida na traseira do carro, a parte que absorveria a batida seria o engate. Então a parte externa do veículo, principalmente a pintura, ficaria intacta. 

Mas é tão vantajoso assim?

A verdade é que nem sempre. Embora possa funcionar como uma proteção leve, em outros tipos de colisões mais sérias, o engate pode ser uma desvantagem. É isso que diz o engenheiro mecânico Rubens Venosa. “O engate é fixado no assoalho ou longarina do carro, e são para essas partes do veículo que o impacto em uma batida um pouco mais forte é transmitido. Assim, na colisão o carro pode sofrer estragos grandes”, diz. Sem o engate, ele detalha, o ponto impacto em uma colisão é na alma do para-choque, parte do carro que é projetada levando em consideração a necessidade de resistir a possíveis batidas. 

E essa diferença é sentida diretamente no bolso do dono. Não é caro substituir o engate, porém consertar os danos ao assoalho ou à longarina do carro fica bem mais caro do que se tivesse que concertar o pára-choque. Hoje em dia alguns carros tem a opção de engates retráteis, eles ficam embutidos no pára-choque quando não estão sendo utilizados. Seu acionamento ocorre através de uma chave de boa ou um botão. Acreditamos que essa é uma forma de diminuir o risco de danos a pintura do veículo em caso de batida.

O que diz a lei?

Instalar ou fabricar engates de reboque é permitido, porém deve seguir as diretrizes da Resolução 197 do Contran, Conselho Nacional de Trânsito. Segundo essa resolução, somente os carros que tenham o peso máximo de 3.500 kg podem ter o engate. Além disso a lei determina que os fabricantes ou importadoras de carros. Informem ao Denatram quais modelos têm capacidade de tracionar objetos. Precisa também conter no manual do proprietário. E além disso incluir nesse manual quais são os pontos de fixação do engate e a sua capacidade máxima de tração do veículo. 

A lei dita também que todos os engates devem ser certificados pelo Inmetro. O órgão exige que os fabricantes realizam uma série de testes para garantir a qualidade e segurança da peça. E também os engates devem ser maciços e redondos – modelos personalizados são proibidos por lei. No selo do engate deve conter as seguintes informações: nome e CNPJ do fabricante, selo do INMETRO, modelo e capacidade máxima do carro. Lembre-se que cada carro é compatível com um tipo de engate, não existe somente um tipo de engate. Então verifique sempre qual engate é ideal para o seu carro. 

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Fonte: Revista Auto Esporte